Terça-feira, Março 10, 2009

Olá a todos,

Tomei ontem conhecimento que o blog Engenharia Verde tem vindo a ser copiado quase integralmente por um blog chamado “Blog Ambiental”, o qual podem consultar em: http://pedrotruth.blogspot.com/

Sabendo que a nossa página pode ser acedida por qualquer pessoa que consulte a Internet, nada vos impede que de aqui retirem o que quer que seja. Aliás, o nosso objectivo principal sempre foi, e sempre será a divulgação deste tipo de técnicas. Pedimos apenas que caso retirem e usem alguma da informação constante no blog, que tenham o bom senso de fazer referência à fonte, tal como nós fazemos quando retiramos informação de um outro site ou de qualquer artigo ou manual, como mandam as boas regras das referências bibliográficas.

Infelizmente ainda não tive o prazer de conhecer o Brasil, nem o Rio dos Sinos, mas fico contente por também lá terem tido a feliz ideia de fazer a recuperação de uma margem fluvial quase “idêntica” ao projecto que fiz em Rio de Couros, bem pertinho de Ourém em Portugal!

Para quem estiver interessado em conhecer alguns exemplos de intervenções de Engenharia Natural no Brasil, poderão consultar o blog Bioengenharia de Solos, dos autores fidedignos Miguel A. Durlo e Fabrício J. Sutili.

Saudações Verdes (copy/paste do Blog Ambiental) :)

Aldo Freitas

Sábado, Janeiro 10, 2009

HIDROSSEMENTEIRA

Uma hidrossementeira é um processo rápido, eficaz e económico para estabelecer um coberto vegetal com fins paisagísticos e de controlo da erosão e sedimentação.

A sua composição baseia-se por uma mistura de mulch (fibras de madeira), sementes, fertilizantes, correctivos/aditivos biológicos do solo e água. É aplicada hidraulicamente sob a superfície do terreno através de um equipamento mecânico, denominado hidrossemeador.

Como resultado final, obtém-se uma manta adesiva, tridimensional e porosa, que proporciona um ambiente ideal de crescimento, com todos os elementos essenciais à germinação da semente (nutrientes, humidade constante, temperatura) e ao desenvolvimento de uma cobertura vegetal
saudável.



É usada muitas vezes como complemento a outras técnicas de Engenharia Natural.

APLICAÇÕES

• Recuperações Paisagísticas (minas, pedreiras, margens fluviais, taludes, …)
• Controlo de erosão em zonas de difícil acesso
• Execução de relvados (residenciais, públicos, …)
• Reflorestação (espécies autóctones)
• Campos Desportivos (futebol, golfe, etc...)


PRINCIPAIS VANTAGENS:

Qualidade/Saúde das Plantas
• Acelera o estabelecimento e a obtenção de um relvado mais saudável e duradouro.
• Enraizamento profundo.
• Maior resistência e saúde da planta.

Cobertura/Instalação
• Taxas elevadas de germinação.
• Crescimento homogéneo das plantas.

Controlo da Erosão
• Estrutura com elevada força de tensão.
• Grande poder de absorção de água.
• Absorve energia de impactos.

Eficácia de custos
• Execução rápida e eficaz.
• Mão de obra reduzida.
• Várias operações numa só, aplicando vários produtos de uma só vez.

Poupança de água
• Retêm e mantêm a humidade.
• Capacidade de retenção até 10 vezes o seu peso em água.

Versatilidade de usos
• É possível semear em qualquer situação, independentemente das irregularidades do solo e do perímetro das áreas.
• Realiza outras operações combinadas: fertilizações, tratamentos fitossanitários, regas, etc.

Para quem desejar mais informações acerca dos equipamentos e/ou produtos usados nas hidrossementeiras, pode tirar as suas dúvidas contactando-me pelo email: aldormfreitas@hotmail.com

Saudações verdes
Aldo Freitas

Segunda-feira, Novembro 10, 2008

Formação Práctica em Engenharia Natural
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Nos dias 20, 21 e 22 de Novembro de 2008 irá decorrer em Ourense a "III Jornada y Taller Práctico de Bioingenieria em Ámbito Fluvial". Este evento é mais uma iniciativa da Asociación Española de Ingeniería del Paisaje (AEIP).


A formação destina-se a licenciados com nível médio ou superior, com experiência profissional, projectistas, funcionários da administração pública e local, docentes universitários e outros técnicos que desejem conhecer as potencialidades oferecidas por estas técnicas de restauro da paisagem em âmbito fluvial.


O objectivo deste atlier, é a aquisição de conhecimentos na supervisão de trabalhos em obra, mediante a utilização de técnicas de Engenharia Natural, identificação e manuseamento de materiais in situ.





Saudações Verdes

Rui Teles

Segunda-feira, Julho 28, 2008

Formação Técnica em Engenharia Natural


Nos dias 17, 18 e 19 de Outubro de 2008 irá realizar-se a 1ª Formação Técnica em Engenharia Natural. Esta formação é uma iniciativa da Associação de Defesa do Património de Mértola, com a colaboração da Associação Portuguesa de Engenharia Natural e com o apoio do ENGENHARIA VERDE.

Esta formação é composta por uma componente teórica, focada na elaboração do projecto e execução da obra de Engenharia Natural e uma componente práctica onde se irá proceder à construção de um conjunto de Barragens de Correcção Torrencial. O local escolhido é Mértola, numa propriedade agrícola onde existem graves problemas relacionados com erosão torrencial em linhas de água mediterrânicas.

O custo da Formação é de 315 euros e engloba refeições, dormidas, seguros e transporte entre o local da formação e o local da execução da obra.

As inscrições abertas até 06 de Outubro.

Programa

Ficha de Inscrição

Contactos:

Eng.º Paulo Silva


Segunda-feira, Maio 05, 2008

Curso de Estabilização de Margens em Cursos de Água, com Recurso à Engenharia Natural

Informamos que se irá realizar um curso sobre Estabilização de Margens em Cursos de Água, com Recurso á Engenharia Natural, organizado pela APENA (Associação Portuguesa de Engenharia Natural) e FUNDEC (Fundação para a Formação Contínua em Engenharia Civil. Este decorrerá no próximo dia 16 de Maio, entre as 09h30 e as 17h00, no Instituto Superior Técnico - Pavilhão de Engenharia Civil (Sala V1.03 – 1º Piso).

O curso destina-se a licenciados com nível médio ou superior, com ou sem experiência profissional, projectistas, funcionários da administração pública e local, docentes universitários e outros técnicos que desejem conhecer as possibilidades que oferecem estas técnicas de restauro em ambiente fluvial.

O objectivo do curso, é a aquisição de conhecimentos teóricos de restauro fluvial, mediante a utilização de técnicas de engenharia natural.

O curso terá um custo de 260 Euros e inclui estacionamento no Hotel Holiday Inn e uma senha de almoço de cantina. Os sócios da APENA beneficiam de um desconto de 25%.

Saudações Verdes
Artur Ribeiro

Quinta-feira, Março 20, 2008

SEMINÁRIO E CURSO PRÁTICO DE ENG.ª NATURAL

Realiza-se nos próximos dias 2, 3 e 4 de Abril o Seminário e Curso Prático – Engenharia Natural na Restauração de Habitats Ribeirinhos, organizado pelo Projecto RIPIDURABLE, o Instituto Superior de Agronomia, a APENA (Associação Portuguesa de Engenharia Natural) e a Câmara Municipal de Alpiarça.

Este Seminário e curso serão co-financiados por fundos FEDER dentro do projecto Interreg IIIC - Sul RIPIDURABLE.

Os destinatários do curso são licenciados com nível médio ou superior com experiência profissional, projectistas, funcionários da administração pública e local, docentes universitários e outros técnicos que desejem conhecer as possibilidades que oferecem estas técnicas em restauro ecológico e da Paisagem.

O objectivo do Seminário e Curso será a aquisição de prática para condução e direcção de trabalhos de recuperação fluvial mediante técnicas de engenharia natural, identificando-se material reprodutivo autóctone e seu manuseamento em campo, bem como a realização concreta de técnicas em ambiente real.

Todas estas técnicas serão totalmente executadas pelos participantes do curso de modo a permitir uma aprendizagem prática e um contacto mais concreto com a realidade e os detalhes construtivos de cada técnica.

Mais detalhes sobre as técnicas a construir e programa aqui: PROGRAMA

Número máximo de participantes no curso prático: 25
Inscrições: André Fabião (andrefabiao@isa.utl.pt)
Prof. Almeida Fernandes (jptaf@netcabo.pt)

Saudações verdes

Aldo Freitas

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

PUBLICAÇÃO DE TESES E ESTUDOS

Foi-nos gentilmente disponibilizado pela Eng.ª Sandra Fernandes, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a sua tese de licenciatura, intitulada:

- "ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DA OCUPAÇÃO E USO DO SOLO: APLICAÇÃO COM BASE NUM SIG PARA O PARQUE PENEDA - GÊRES"

Para além disso, também podem descarregar a sua tese de bacharelato, intitulada:

- "CONTRIBUTO PARA A REQUALIFICAÇÃO BIOFÍSICA DA PRAIA FLUVIAL DA VALETA (ARCOS DE VALDEVEZ)"

Um agradecimento à Sandra, pelo seu contributo, e aproveitamos para relembrar quem quiser
ver o seu trabalho publicado no nosso blog, que nos contacte através do email: blogengenhariaverde@gmail.com

Publicamos trabalhos nas áreas de:

- Projectos Construtivos com Técnicas de Engenharia Natural

- Recuperação Biofísica, Ambiental e Paisagística de Áreas Degradadas

- Flora e Vegetação

- Planeamento e Ordenamento do Território

- Sistemas de Informação Geográfica

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

MANTA ORGÂNICA

Hoje mostro-vos com foi solucionado um deslizamento de terras, ocorrido há algum tempo atrás na Linha do Norte, mais precisamente junto à Estação de Fátima (Vale dos Ovos, Tomar).

Primeiramente, com o objectivo de aumentar o grau de segurança do talude, procedeu-se à modelação do terreno, diminuindo-lhe a inclinação. De seguida, foram espalhadas sobre o terreno sementes de espécies herbáceas, estendeu-se sobre toda a área de intervenção uma manta orgânica de fibra de coco, e finalmente executou-se uma nova sementeira sobre a manta.

A aplicação das mantas orgânicas permite-nos obter inúmeras vantagens, entre as quais se podem destacar:

- Protecção imediata contra a erosão eólica e hídrica, evitando assim perdas de solo;
- Material biodegradável que ao se decompor aumenta a fertilidade do terreno;
- Aumenta a capacidade de retenção de água e reduz a evaporação.

Como se pode verificar pela foto ao lado, o contraste a nível paisagístico com as soluções anteriormente adoptadas é evidente, e será ainda maior quando a sementeira começar a despontar. Um dos objectivos da engenharia natural é ser uma alternativa viável à aplicação de técnicas de engenharia civil mais rígidas e inertes, e como todos sabemos, por vezes existem certas condições que nos limitam a aplicação das técnicas de engenharia natural.

Apesar destas limitações, o que quero deixar claro, é que, na fase de elaboração deste tipo de projectos, as soluções de engenharia natural deverão também ser tidas em conta, à semelhança do que acontece noutros países europeus.

Um dos exemplos a seguir é o caso italiano, em que nos projectos de estabilização de taludes, vem sempre contemplada uma solução com técnicas de engenharia natural. Caso essa solução seja viável, torna-se prioritária sobre as restantes soluções mais pesadas e tradicionais. Devo referir que esta medida se encontra regulamentada na legislação italiana, o que fez com que a partir de determinado momento, o leque de opções se alargasse, trazendo inúmeros benefícios a nível ambiental, social e económico.

Ao longo dos próximos meses irei acompanhar atentamente o desenvolvimento desta obra, e oportunamente manter-vos-ei actualizados.

Quero aqui deixar um agradecimento especial à responsável pela execução e acompanhamento desta obra, a nossa colega biofísica Rita Sousa.

Saudações verdes

Aldo Freitas

Domingo, Janeiro 06, 2008

MANUAL DE RESTAURAÇÃO DE DUNAS COSTEIRAS

Foi recentemente editado pelo Ministério do Meio Ambiente Espanhol, o Manual de Restauração de Dunas Costeiras.
Um documento bastante interessante que abrange diversos tópicos, entre os quais se podem destacar as Técnicas de Restauração, os Métodos de Cultivo de Plantas Dunares, e alguns exemplos práticos de actuação.

Nos links abaixo poderão descarregar o manual completo (27,2 mb), ou então visitar a página do Ministério Espanhol e descarregá-lo por capítulos.

- Manual de Restauração de Dunas Costeiras (versão completa)

- Ministério do Meio Ambiente de Espanha (versão em capítulos)

Saudações verdes

Aldo Freitas

Segunda-feira, Novembro 19, 2007

ESTRUTURA DOS SISTEMAS RADICAIS

Encontra-se disponível para download, a Tese de Doutoramento do Prof. Dr. Joaquim Sande Silva, intitulada: Estrutura dos Sistemas Radicais e Dinâmica da Água no Solo numa Comunidade Arbustiva da Tapada Nacional de Mafra”.

É um estudo muito interessante, intrinsecamente relacionado com a metodologia de investigação da engenharia natural. São estudos como este, que contribuem para concluir acerca das melhores espécies autóctones que se deverão aplicar na estabilização de solos.

Resumidamente, esta tese caracteriza a distribuição das raízes ao nível do indivíduo e ao nível da comunidade, onde são estimadas a profundidade máxima de enraizamento, a distribuição vertical e os valores absolutos de biomassa e comprimento de raízes finas da comunidade arbustiva.

Deixo aqui um agradecimento ao Prof. Dr. Joaquim Sande Silva, pela gentileza com que acedeu ao nosso pedido em publicar a sua tese, contribuindo assim para o enriquecimento da nossa biblioteca on-line.

De realçar, que em Maio de 2008 realizar-se-á em Lisboa, uma conferência internacional designada Woody Roots and Ecosystem Services, promovida pelo Prof. Dr. Joaquim Sande Silva em conjunto com outros colegas investigadores. Mais informações no site http://www.cost38.net/

Saudações verdes

Aldo Freitas

Quarta-feira, Outubro 17, 2007

I CONGRESSO APENA

Nos próximos dias 21, 22 e 23 de Novembro realizar-se-à em Almonte (Huelva), o primeiro congresso organizado pelo representante português na área da Engenharia Natural, a APENA.

Este congresso será organizado em conjunto com a Associación Española de Ingenieria del Paisaje (AEIP), em colaboração com a Cátedra de Ecologia da Universidade de Sevilha e o Município de Almonte e com a participação de Federação Europeia de Engenharia Natural (EFIB).

O congresso intitula-se "A Engenharia Natural na restauração da paisagem mediterrânica", e pretende analisar as possibilidades de intervenção e a nível do restauro, tanto da Engenharia Natural como da restauração ecológica em ambiente mediterrânico.

Informações, Inscrição e Programa

Saudações verdes

Aldo Freitas

Sexta-feira, Setembro 21, 2007

II Seminário Internacional de Restauração de Rios

Decorrerá em Madrid, nos próximos dias 23 e 24 de Outubro 2007, um seminário internacional sobre restauração de rios, onde serão debatidos temas tais como:

- Metodologia para elaboração de projectos,
- Diversidade da paisagem fluvial e sua restauração,
- Importância dos regimes de caudais na conservação dos bosques ripícolas,
- Experiências de reabilitação e restauração em troços urbanos.

Programa e mais informações em Restauración de Rios

Para além de poderem encontrar informação acerca deste seminário, também poderão consultar outros cursos e congressos que se irão realizar proximamente, bem como descarregar algumas publicações acerca de temas relacionados com a restauração de rios.

Saudações verdes

Aldo Freitas

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Seminário sobre Conservação e Gestão de Zonas Húmidas

Nos dias 12 e 13 de Outubro irá decorrer em Peniche um seminário dedicado à Conservação e Gestão de Zonas Húmidas.

No primeiro dia, os oradores convidados apresentarão vários casos práticos nacionais e internacionais, onde serão abordadas temáticas como a restauração de sistemas fluviais, a gestão e o ordenamento. No sábado, o debate terá especial enfoque nos sistemas lagunares costeiros, na biodiversidade de lagoas temporários e pauis, e por fim, as alterações climáticas.

Ainda que abundantes no nosso país e com estatuto de prioritário para a conservação, estes ecossistemas tendem para o desaparecimento. Importa pois, que os diversos especialistas consigam transmitir aos decisores a importância destes sistemas e da elevada diversidade biológica que suportam, para que possam ser valorizados e integrados nas políticas territoriais.


Aqui poderá aceder ao programa provisório,

Saudações Verdes

Terça-feira, Setembro 11, 2007

GEOTROPISMO

O geotropismo é um tipo de movimento orientado, que se manifesta nas diferentes partes das plantas. Dependendo da direcção do movimento, podemos ter geotropismo positivo ou negativo. O primeiro está relacionado com o crescimento das raízes no sentido da direcção da força da gravidade, enquanto que o segundo corresponde ao crescimento dos órgãos aéreos no sentido oposto ao da força da gravidade.

As fotografias abaixo são de plantas colocadas horizontalmente no muro de suporte vivo referido no post de 22 de Janeiro de 2007, onde se verifica claramente uma manifestação de geotropismo negativo.

Saudações verdes

Aldo Freitas

Quarta-feira, Julho 11, 2007

RECUPERAÇÃO DE UMA MARGEM FLUVIAL II

Apresento-vos um vídeo que mostra a evolução da obra do post anterior, gravado no dia 28-04-2007, apenas 11 dias após a execução da hidrossementeira.

video

Outros vídeos:

- Execução de hidrossementeira

- Conclusão da estrutura em madeira e plantações


Brevemente colocarei mais dados acerca da evolução desta obra e posso-vos garantir que os resultados estão a ser extremamente positivos, por enquanto fiquem com esta fotografia.


Saudações verdes

Aldo Freitas

Segunda-feira, Maio 07, 2007

RECUPERAÇÃO DE UMA MARGEM FLUVIAL

Aqui vos deixo alguns esquemas fotográficos onde se pode ver como foi feita a recuperação de uma margem numa linha de água com recurso a técnicas de engenharia natural. A área recuperada tem uma área aproximada de 200 m2, e como se pode verificar pelas fotografias o contraste com a outra margem é evidente.

A construção foi feita por mim próprio e pelo Patrício Pereira, a quem agradeço mais uma vez pois sem a sua vontade e disponibilidade a concretização destas obras não seria possível. Quero aqui também deixar um agradecimento muito especial ao Pedro Martinho pela ajuda que nos veio prestar um fim-de-semana, ao Sr. Américo por ter acreditado no nosso projecto, ao Mauro Freitas pelo apoio moral e finalmente à Mafalda, à D. Irene e D. Lúcia pelas merendinhas...

Local

Rio de Couros, Ourém

Data
Março/Abril de 2007

TEN
- Grade Viva
- Enrocamento
- Hidrossementeira

Vegetação
- Estacaria viva de Salix sp. (salgueiro, vimeiro), Nerium oleander (loendro)
-
Plantações de Alnus glutinosa (amieiro), Fraxinus angustifolia (freixo), Sambucus nigra (sabugueiro)

Saudações Verdes

Aldo Freitas


Terça-feira, Março 06, 2007

GRADE VIVA

Definição
Apresenta uma estrutura rectangular ou quadrangular, conforme a distância entre os troncos, e é constituída por troncos de madeira tratada. Estes encontram-se dispostos perpendicularmente entre si, e nos interstícios procede-se à colocação de estacas de arbustos autóctones e/ou plantas em torrão.


Efeitos
O efeito estabilizante da estrutura em madeira, uma vez apodrecida, será substituído pelo desenvolvimento do aparelho radical.


Âmbitos de Aplicação
Pode ser aplicada em margens fluviais e como sustento de taludes muito íngremes com fenómenos de erosão superficial. Também pode ser aplicada em zonas onde ocorreram deslizamentos de terras e escarpas rodoviárias ou ferroviárias muito íngremes.


Período de Intervenção
Deverá ser construída durante o período de repouso vegetativo das plantas.


Depois da construção do muro de suporte vivo e da paliçada, não conseguimos estar parados, a motivação era tanta que tinhamos de experimentar a construção de uma grade viva...

Esta técnica revelou ser mais trabalhosa que as anteriores, com pormenores construtivos mais complexos, até pelo simples facto de ter sido construída num talude com um declive de 50º.

Os elementos vivos implementados são arbustos em torrão, todos eles característicos do local de intervenção.

A obra foi realizada no mesmo local das anteriores, em Rio de Couros (Ourém), e aqui deixo um agradecimento especial aos colaboradores, Patrício Pereira, Pedro Gonçalves, e ao aguadeiro Mauro Freitas.

Saudações verdes

Aldo Freitas

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

PALIÇADA

É uma estrutura linear, aplicável quando se pretende obter a consolidação superficial de taludes com declives suaves. Tem um método construtivo bastante simples, onde se sobrepõem vários troncos de madeira por trás de fortes estacas verticais previamente cravadas no terreno.

A realização desta obra surgiu na sequência da construção do muro de suporte vivo referido no post anterior. Mais uma vez deixo um agradecimento ao Patrício pelo cedência do terreno e ajuda na mão-de-obra... Esta foi fácil, mas mais virão...

Em baixo apresenta-se um esquema exemplificativo da construção de uma paliçada.

Saudações Verdes

Aldo Freitas

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

MURO DE SUPORTE VIVO

Definição
É uma construção em madeira constituída por uma estrutura em forma de caixa, formada por troncos de madeira dispostos perpendicularmente, com a colocação no seu interior de plantas ou estacas vegetativas autóctones.

Efeitos
O efeito estabilizante da estrutura em madeira, uma vez apodrecida, será substituído pelo desenvolvimento do aparelho radicular das plantas. Âmbitos de Aplicação
É utilizada em intervenções de consolidamento de taludes e escarpas em risco de deslizamento de terra, e na protecção de margens fluviais. É uma obra deformável e permeável, que se adapta bem a intervenções em taludes instáveis.Período de Intervenção
Deverá ser construído durante o período de repouso vegetativo das plantas.


As fotografias presentes neste post referem-se um muro de suporte vivo recentemente construído no concelho de Ourém, em casa de um amigo que prontamente cedeu o seu terreno para realizarmos as nossas experiências.
Por isso aqui deixo um agradecimento muito especial ao Patrício Pereira, à Inês Gonçalves e à colega biofísica Rita Sousa. Foram dias de árdua labuta, mas ver o resultado final dá um prazer enorme e vontade de continuar.

Saudações verdes

Aldo Freitas

Workshop de Engenharia Natural em âmbito fluvial mediterrânico (Espanha)

15, 16 e 17 de Fevereiro de 2007

A Câmara de Salt (Gironès, Espanha) e a AEIP (Asociación Española de Ingeniería del Paisaje) organizam no próximo mês de Fevereiro uma jornada e um workshop prático de dois dias de duração para promover o uso de técnicas de Engenharia Natural. A jornada mostrará as possíveis aplicações e limitações destas técnicas em clima mediterrânico e contará com a presença de especialistas europeus em Engenharia Natural. Este workshop pretende facilitar a aquisição de conhecimentos para supervisionar e dirigir trabalhos de recuperação fluvial.

Para consulta do programa consultem a página da AEIP:

http://www.aeip.org.es/Actualizacion_CursoSalt.htm

Saudações verdes

Aldo Freitas

Terça-feira, Novembro 28, 2006

1º Workshop de Aplicação de GPS em Levantamentos Topográficos, promovido pelo Núcleo de Engenharia Biofísica

É já no próximo fim-de-semana de 25 e 26 de Novembro que se irá iniciar o 1º workshop para o levantamento digital da Herdade da Mitra com recurso a receptores GPS de alta precisão. Este workshop decorrerá também em fins-de-semana seguintes.
Integrado num projecto do Núcleo de Engenharia Biofísica (NEB) da Universidade de Évora, em que se pretende obter uma cartografia detalhada da Herdade da Mitra (pólo de investigação da UÉ), irá ser realizado um workshop que visa combinar a componente de formação dos participantes com o levantamento topográfico no terreno.
A cartográfica digital obtida constituirá posteriormente a base para o desenvolvimento de projectos de investigação na área das Técnicas de Engenharia Natural, suprindo assim uma lacuna na formação prática dos alunos da licenciatura em EB.
Primariamente vocacionado para os alunos de EB, o workshop encontra-se aberto a todos os interessados.
Este workshop pretende preparar os participantes para executar levantamentos digitais no terreno, com recurso a equipamentos GPS de alta precisão. Serão ensinados, tanto o manuseamento de equipamentos como a metodologia de campo para a realização deste tipo de levantamentos.
Será fornecido um manual explicativo e os participantes receberão no final um diploma de participação na actividade. Os participantes serão divididos por turnos de 3 horas, distribuídos pela manhã e tarde (manhã: 10.00h/13.00h; tarde: 14.00h/17.00h).
No caso de não ser possível executar o levantamento de toda a área prevista poderão surgir novas datas, que serão divulgadas neste espaço.
As inscrições devem ser feitas em nucleo_engenharia_biofisica@yahoo.com.br, para onde deverão ser fornecidos o contacto, a preferência dos dias e do turnos (manhã ou tarde).
Os participantes devem fazer-se acompanhar de água e farnel, assim como calçado e roupa adaptada às condições climatéricas.
A participação no workshop custa 1€ que é destinado ao diploma.
Os inscritos receberão via e-mail a confirmação do dia e hora da sua participação.
Outras informações disponíveis e actualizadas em http://www.neb.uevora.pt/.
Saudações,
Rui Ribeiro

Sábado, Novembro 25, 2006

III Jornadas Ambientais Castro Verde


Entre 16 e 19 de Novembro decorreram em Castro Verde as III Jornadas Ambientais – Uma Abordagem Internacional à Desertificação, organizadas em parceria pela autarquia local, a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e a Associação de Agricultores do Campo Branco.

O evento contou com a participação de especialistas de diversos países, nomeadamente, Portugal, Espanha, Estados Unidos e Alemanha. Durante o decorrer das jornadas foram discutidos diversos temas no âmbito desta problemática, tais como, políticas e programas a decorrer ou a implementar e estratégias no combate à desertificação.

Portugal, pelas suas características, constitui um dos países mais susceptíveis à degradação, resultante de factores naturais ou da actividade humana e como tal ao processo de desertificação. Conscientes deste fenómeno o blog esteve presente e efectuou uma comunicação intitulada “Contributo das Técnicas de Engenharia Natural na Recuperação de Ecossistemas”.


No seguinte link poderão aceder à comunicação apresentada nas Jornadas.
Saudações Verdes

Rui Teles

Domingo, Novembro 05, 2006

Seminário Internacional sobre Restauração de Rios

Entre 19 e 21 de Setembro decorreu em Madrid, no edifício da Reitoria da Universidade Politécnica de Madrid, o Seminário Internacional sobre Restauração de Rios, sob a organização da E.T.S. de Ingenieros de Montes (Marta González del Tánago).

Durante dois dias foram discutidos temas sobre a restauração de rios (tipificação, caracterização e análise global), tanto em ambiente Mediterrânico como em diferentes partes do Mundo. Para tal, o seminário contou com a participação de espertos de diferentes países deste os Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal e Inglaterra, entre outros.

No último dia realizou-se uma interessante mesa redonda, com participação de diferentes elementos, tanto das Comunidades Autónomas, como das diferentes Confederações Hidrográficas. Assim foi dado a conhecer pelos responsáveis destas instituições, como na realidade se actua na restauração de rios em Espanha, tendo as apresentações sido seguidas de interessantes discussão e até mesmo manifestações de protesto por parte dos participantes no seminário.


Saudações Verdes

Artur Ribeiro

Conferência “Soil Bioengineering: Ecological Restoration With Native Plant and Seed Material”

Entre 5 e 9 de Setembro, decorreu em Irdning (Áustria), no Centro Raumberg-Gumpenstein a conferência “Soil Bioengineering: Ecological Restoration With Native Plant and Seed Material”, que contou com a participação de espertos de diversos países europeus.

Foram apresentadas e discutidas diversas experiências levadas a cabo nos diferentes países participantes, as diferentes problemáticas associadas a cada local, bem com métodos específicos de restauração.

Houve também a possibilidade de, através da organização de grupos de trabalho das diferentes regiões europeias (Mediterrânico, Norte da Europa, Europa Central,…), proceder ao desenvolvimento de conceitos locais com o intuito de criar um manual de boas práticas para realização e execução de projectos de restauração, cuja compilação bem com outras informações, poderão ser consultadas no site www.surenet.info, estando disponível em diferentes línguas. Neste mesmo site pode-se consultar o manifesto que no qual se pretende legislar, por intermédio de certificação, a utilização de vegetação local a cada região e/ou sub-região. Tal medida surge com o intuito de reduzir a contaminação genética, preservando assim as espécies características, e consequentemente, mais bem adaptadas de determinado local.

O BLOG esteve presente, com a apresentação de um poster, no qual deu a conhecer o resultado dos dois workshops realizados no Parque Florestal de Monsanto.



Saudações Verdes
Artur Ribeiro

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

PARABÉNS ENGENHARIA VERDE - 10000 VISITAS

Caros Verdes

Não podia deixar passar esta oportunidade para felicitar todas as pessoas que têm participado e acompanhado o desenrolar do blog. É altura de fazer um balanço e analisar o que tem corrido bem, o que tem corrido menos bem e o que se pode melhorar. Não tenho bem a noção do que significam 10000 visitas em 9 meses de existência, mas tenho a certeza de que o blog tem exercido forte influência na divulgação da agora denominada Engenharia Natural. Essa tem sido sem dúvida a grande mais valia do blog. Despertar o interesse das pessoas para este tipo de intervenção e criar contactos importantes que nos levam a que neste momento se esteja a criar a Associação Portuguesa de Engenharia Natural. Só este facto ja é uma grande vitória, da qual nos devemos orgulhar. Na minha opinião, outro factor positivo está relacionado com a secção de DIVULGAÇÃO DE CONHECIMENTO, que neste momento conta já com um número bastante de razoável de trabalhos de fim de curso, posters e até uma tese de metrado. Nesse aspecto achei por bem não cingir essa secção apenas e só à Engenharia Natural e estabeleci como objectivo a criação gradual de uma espécie de biblioteca de publicações online de diversas áreas. Penso que a biblioteca poderia estar ainda mais preenchida e nesse aspecto sei que não foi por falta de insistência da nossa parte em tentar fazer ver às pessoas que têm todas as vantagens e mais algumas em terem os seus trabalhos divulgados num espaço como este. Foram inúmeras as vezes que, nas várias listas de discussão, solicitámos o seu envio para posterior publicação e continuaremos a fazê-lo.

Quanto aos factores a melhorar, acho que nós, equipa do blog, devemos ser mais participativos, criticar e comentar mais vezes, fomentando mais a discussão em redor dos temas que vão sendo publicados.

Quanto aos visitantes, só tenho a agradecer a participação, as questões colocadas, as críticas, a divulgação que por si vão fazendo passando a palavra e as felicitações feitas ao nosso trabalho. Continuem a visitar-nos, questionem, critiquem, discutam connosco, proponham temas e actividades e façam sugestões que acham que podem melhorar o desempenho do blog.

ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS

SAUDAÇÕES VERDES

Pedro Martinho




Terça-feira, Setembro 26, 2006

OBRAS DE ENGENHARIA NATURAL



SAUDAÇÕES VERDES

Rita Sousa e Pedro Martinho

Quinta-feira, Agosto 17, 2006

Jornadas sobre Engenharia Natural 2006

Boas

Como foi anunciado aqui no blog, nos passados dias 27 e 28 de Julho, decorreram umas “jornadas sobre a Engenharia Natural” com os títulos – Curso Intensivo sobre Estabilização de Margens em Cursos de Água, com Recurso à Engenharia Natural e a Conferência Nacional sobre a Protecção do Território através da Engenharia Natural, à Escala duma Bacia Hidrográfica. A Engenharia Verde esteve presente e deixa-vos aqui um breve resumo do que se passou nesses dias bem como as principais conclusões.

Dia 27 de Julho – Curso Intensivo – Biblioteca Municipal de Loulé
Estiveram presentes cerca de 50 pessoas de variadas formações (civil, arquitectura, ambiente, biologia, entre outras), e que representavam diversas entidades (autarquias, associações, universidades e empresas).

A parte da manhã foi destinada a apresentações teóricas e troca de ideias e debate.

Na parte da tarde fomos visitar um dos locais abrangido pelo Progeco, onde foram construídos muros de vegetação, grades de vegetação, foram colocados gabiões e feitas plantações, com o objectivos de estabilizar e proteger as margens da Ribeira de Algibre, proteger a soleira da ponte de Tôr e criar um pego no leito da ribeira.

Dia 28 de Julho – Conferência Nacional – CCDR Algarve – Faro
Estiveram presentes cerca de 40 pessoas de variadas formações (civil, arquitectura, ambiente, biologia, entre outras), e que representavam diversas entidades (autarquias, associações, universidades, empresas privadas e municipais e organismos públicos).

Tanto a manhã como a tarde foram destinadas às apresentações programadas.

Foto da sala das conferencias na CCDR - ALG


Como conclusão da conferência e dos dois de debate e visitas, discutiu-se a formação de uma associação, designada:

Associação Portuguesa de Engenharia Natural (APEN)

Esta associação tem como objectivos gerais promover a utilização de tecnologias ecológicas, sustentáveis e de baixo impacte, no âmbito hídrico, hidráulico e controlo de erosão. Foi formada uma comissão instaladora que iniciará o processo de formação.


Saudações Verdes

Paulo Silva

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

CHAMANDO-LHE NOMES

Caros Verdes

Como tinha ja referido no comentário que fiz ao anterior post sobre as Conferências no Algarve, parece que o interesse pela "coisa", é cada vez maior. Chamo-lhe "coisa" porque para ser sincero ainda não sei ao certo como lhe hei-de chamar, embora tenha as minhas preferências. Neste post quero apenas que se gere um pouco de discussão à volta desta questão, de modo a que possamos chegar a um consenso relativamente ao nome da "coisa". Até porque por esse mundo fora chamam inúmeros nomes à mesma "coisa". Vendo bem as coisas, temos em Italia, traduzindo para português, a Engenharia Naturalística, em Espanha a Engenharia Biológica ou da Paisagem, na Áustria temos "Ingenieurbiologie"ou Engenharia Biológica, em França chamam-lhe qualquer coisa como Genie Ecologique ou Engenharia Ecológica, no Reino Unido e nos Estados Unidos chamam Soil Bioengineering a uma coisa e Biotechnical Stabilization a outra coisa e por fim, pelo que menos que eu conheça, no Brasil chamam-lhe Bioengenharia de Solos. Pois bem, se alguns dos nomes atribuídos nos diferentes países até são iguais, uma coisa é certa, é muito nome para a mesma coisa. Nós por cá (pelo menos os Biofísicos) vamos-lhe chamando, (pelo menos às técnicas), Técnicas de Engenharia Biofísica, porque foi assim que as conhecemos. Não é um nome que eu ache apropriado, apenas porque a Engenharia Biofísica possui, ou foi adquirindo, um âmbito bastante mais alargado, não se resumindo apenas e só à restauração ecológica de ambientes degradados. Nesse sentido concordo com a escolha de outro termo para a "coisa". Outros termos têm surgido, nomeadamente nas discussões que foram acontecendo na mailing list de Engenharia Biofísica. Nomes como Engenharia dos Sistemas Ecológicos, Engenharia da Paisagem, Engenharia Ecológica, etc, etc,etc. .

Sei que nas conferências ficou praticamente assente que o nome da Associação seria Associação Portuguesa de Engenharia Natural. É um nome que me parece adequado, e que vem na linha do nome Italiano, no entanto na minha opinião o mais adequado seria Bioengenharia de Solos, por achar que numa primeira abordagem se torna um nome mais explicito (penso eu). Se pensarmos em relação à sigla da Associação viría em vez de APEN, APBS?ou por exemplo APBIOS. Sem dúvida que neste caso APEN soa bastante melhor.

Como referi no início deste já quase testamento, o objectivo é apenas fazer com que as pessoas interessadas na "coisa", reflictam um pouco acerca do seu nome e dêm a sua opinião, não querendo de modo nenhum criar conflitos, nem entraves àquilo que neste momento é o mais importante, que é a criação da Associação, pois nem sempre são os nomes que fazem as "coisas".


Aguardo as vossas críticas, opiniões e comentários e envio-vos as habituais

SAUDAÇÕES VERDES

Pedro Martinho

Quarta-feira, Julho 19, 2006

CONFERÊNCIA E CURSO PRÁTICO SOBRE TEB

Caros

Nos próximos dias 27 e 28 de Julho vai decorrer no Algarve uma conferencia e um curso prático tendo por base algumas das metodologias divulgadas aqui no blog. Um dos objectivos é o de divulgar os resultados do ProjEco – projecto já mencionado aqui – bem como o de aprofundar e divulgar conhecimentos sobre as TEB (ou engenharia natural, como preferirem). Sei que é uma excelente oportunidade para todos os interessados de conhecerem pessoas envolvidas e interessadas neste tipo de intervenção assim como participarem no processo de criação de uma associação ligada a estas temáticas. (Este ultimo ponto não consta do programa mas deverá ser abordado).

Este Curso Intensivo destina-se a técnicos envolvidos em actividades de projecto, execução, fiscalização, exploração, manutenção e reabilitação de cursos de água, autarcas e, dum modo geral, todos os interessados nestas matérias.
Tanto a conferencia como o curso são gratuitos mas a inscrição é obrigatória até 24 de julho.

O programa bem como a ficha de inscrição serão disponibilizados aqui no blog ou contactando-me via e-mail: pauloasilva2005@yahoo.com.br.

MAIS INFORMAÇÕES
CCDR-Algarve – Ana Paula Mil-Homens
Tel. 289-889-000, Fax:289-889-099
E-mail: apaula@ccdr-alg.pt

Programa resumido

27 de Julho de 2006 – Câmara Municipal de Loulé

ESTABILIZAÇÃO DE MARGENS EM CURSOS DE ÁGUA, COM RECURSO À ENGENHARIA NATURAL – curso pratico.

28 de Julho de 2006 – CCDR - Algarve

PROTECÇÃO DO TERRITÓRIO ATRAVÉS DA ENGENHARIA NATURAL (PROGECO) – conferencia.
Saudações Verdes
Paulo Silva

Terça-feira, Junho 06, 2006

CURSO DE BASES PARA PROYETAR LAS TÉCNICAS DE INGENIERIA BIOLÓGICA

Caros Verdes

No passado mês de Maio, decorreu no Palácio Miramar em San Sebastian (Espanha) o “Curso de Bases para Proyetar Las Técnicas de Ingenieria Biológica”, Engenharia Biofísica em Portugal, sob a organização da Asociación Española de Ingenieria del Paisaje (AIEP). O curso teve a duração de 4 dias e contou com a participação de Paola Sangalli (Bióloga e Presidenta da AEIP), Iñaki Urrizalki (Biólogo, Projectista e executor no âmbito da Ingenieria Biológica) e Gianluigi Pirrera (Engenheiro Hidráulico Italiano e Presidente da AIPIN Sicília).
Durante os quatro dias do curso, foram apresentados história, conhecimentos, procedimentos e problemáticas relacionadas com Técnicas de Engenharia Biofísica (TEB), bem como com a realização de projectos de e com TEB.
Diversas foram as abordagens feitas ás TEB. A primeira barreira a ultrapassar é de fazer compreender a quem projecta (Projectista e Engenheiros) que o funcionamento de uma pedra, pode ser equiparado ao funcionamento das raízes de uma planta, contribuindo a primeira para o aumento de carga directa sobre o solo e a segunda com o seu papel de agregação e estabilização por intermédio de redução do conteúdo em água no solo.



Foi possível comprovar, por intermédio das comunicações que, mesmo existindo já uma organização em prole de TEB em Espanha, continua a ser complicada a aceitação de evidências técnicas das TEB, relativamente à “Engenharia Tradicional”. As causas disto poderão ser, tanto para Espanha como para Portugal, a inércia relativamente a coisas novas, a quase inexistência de documentação na língua do País, a falta de formação, tanto de técnicos, como de operários e, claro está, o ponto de vista operacional, uma vez que para construir um Muro de Vegetação são empregues, mais mão-de-obra, mais materiais e maior interdisciplinariedade que na costrução de um muro em cimento “tradicional”.

Aproveito para informar, muito embora a distância, que dia 16 de Junho decorre um Excursão Técnica a obras de Engenharia Biofísica, em San Sebastian.
Para mais informações http://www.aeip.org.es/


Saudações Verdes

Artur Ribeiro

Sábado, Maio 13, 2006

EVOLUÇÃO DAS FAIXAS DE VEGETAÇÃO - 1º WORKSHOP DE TEB

Boas!

Apresento-vos os mais recentes resultados acerca da evolução das faixas de vegetação construídas no 1º Workshop de Técnicas de Engenharia Biofísica, frutos do acompanhamento que tem sido feito pela equipa do blog. Dá sem dúvida um gosto especial observar a evolução desta obra, que tem apresentado um comportamento extremamente favorável, no que diz respeito ao desenvolvimento da vegetação utilizada e de vegetação espontânea que tem colonizado as zonas cobertas pela manta orgânica.
No seguinte link poderão observar um registo fotográfico acerca da evolução sofrida pelas faixas de vegetação desde a data da sua construção.

http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/presentation1.pdf

Deixo aqui um especial agradecimento ao nosso colega "Fitossociólogo" Vasco Silva que fez a identificação das espécies espontâneas que neste momento conferem ja uma cobertura bastante razoável à manta orgânica.

SAUDAÇÕES VERDES

Pedro Martinho

Sábado, Abril 22, 2006

PROGECO - Protecção do Território através da Engenharia Ecológica ao nível de uma Bacia Hidrográfica

Boas!!!

Tomei conhecimento de um projecto extraordinário que é um exemplo a seguir. Vejam os links e tirem ideias.

http://www.ccdr-alg.pt/ccr/index.php?module=ContentExpress&func=display&ceid=362

http://websig.civil.ist.utl.pt/progeco/

Saudações Verdes
Paulo Silva

Domingo, Abril 02, 2006

RESULTADOS DO II WORKSHOP DE TEB NO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO


O II Workshop de Técnicas de Eng.ª Biofísica (TEB), decorreu nos dias 11 e 12 de Março, e o local escolhido para as intervenções foi a ribeira junto à zona recreativa do Calhau, situada no Parque Florestal de Monsanto.

Este workshop tinha como objectivo proporcionar aos participantes uma aprendizagem relativa ao tipo de TEB que se podem aplicar na recuperação de uma linha de água. Ficámos muito satisfeitos por poder contar com a participação de pessoas de outras áreas, como Eng.ª do Ambiente, Eng.ª Florestal e também Geógrafos, para além dos alunos de Eng.ª Biofísica. Este facto leva-nos a crer que um dos objectivos propostos aquando a criação deste blog, a divulgação das TEB, está a ser atingido, e esperamos que no futuro, a participação de outras áreas seja ainda mais abrangente.

Gostaríamos portanto, de agradecer a todos os participantes, que nos ajudaram a tornar possível este workshop, ao Parque Florestal de Monsanto, pela sua disponibilidade, nomeadamente ao nível da cedência do material usado na construção das diversas técnicas implementadas, e também ao Núcleo de Eng.ª Biofísica.

Os principais objectivos das intervenções realizadas na ribeira foram:

- limpeza e desobstrução da linha de água,
- controlo da erosão,
- diminuição da velocidade de escoamento e aumento do tempo de concentração,
- reperfilamento do leito da ribeira,
- estabilização das margens,
- criação de zonas de retenção de água,
- restabelecimento da vegetação ripícola,
- criação de habitats para a fauna,
- melhoramentos na qualidade da água,
- requalificação paisagística.

De realçar que, para a construção das técnicas implementadas na ribeira, recorremos a muito material presente na área de intervenção (pedras, ramagem morta, troncos mortos), e portanto, apenas tivemos de recorrer à ajuda do Parque Florestal de Monsanto para a cedência de algumas estacas vivas, de corda de sisal e varas de ferro, e ferramentas de trabalho. Isto apenas para salientar os baixos custos associados à organização de uma actividade deste género.

Com o passar do tempo, já pudemos observar alguns resultados, verificando-se logo após as primeiras chuvadas uma grande acumulação de sedimentos, o início do reperfilamento do leito e o aparecimento de novos rebentos nas estacas vivas colocadas nas margens.

No seguinte link, encontra-se disponível um registo fotográfico das técnicas aplicadas, num esquema de antes e após intervenção.

http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/registo_fotografico_2workshop_teb.pdf

Saudações Verdes

Aldo Freitas

Quinta-feira, Março 23, 2006

EVOLUÇÃO DAS FAIXAS DE VEGETAÇÃO DO I WORKSHOP DE TEB NO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO

Caros Amigos

Quando estão passados quase 4 meses após a realização do I Workshop de TEB, é com prazer que vos transmito os mais recentes desenvolvimentos nas Faixas de Vegetação implementadas. Desta forma, realço o aparecimento dos primeiros rebentos nas estacas de zambujeiro, o que até ao momento ainda não se tinha verificado. Em relação às estacas de salgueiro, estas encontram-se em franco desenvolvimento, verificando-se em todas as estacas aplicadas o aparecimento de folhas, e em algumas já se observam as primeiras flores. Todos estes factores permitem-nos concluir que as técnicas de Engenharia Biofísica aplicadas no talude visando a sua estabilização, estão a resultar em pleno, e que com o posterior desenvolvimento das raízes das plantas o consolidamento do talude irá ser alcançado.

No seguinte link encontra-se um esquema fotográfico elucidativo dos resultados obtidos até ao momento.

http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/esquemas_fotograficos.pdf


Saudações Verdes

Aldo Freitas

Terça-feira, Março 14, 2006

Gestão Sustentável da Floresta – Aplicação das TEB

A nossa floresta de exploração deve ser um mosaico de floresta dividido por linhas de água e/ou zonas de forte inclinação. Nestas zonas deve ser favorecida a vegetação natural de modo a aumentar a biodiversidade, melhorando as condições ambientais da floresta. Este aumento é traduzido numa diminuição de pragas e no aumento de nutrientes levando a uma maior produção da floresta.

Nas TEB é utilizada uma metodologia de construção que obedece às condições físicas dos lugares, (ângulo de atrito interno do solo, grau de inclinação do talude, humidade do solo, profundidade da toalha freática, etc.). Como as TEB utilizam a vegetação como elemento construtivo, esta tem de ser seleccionada segundo determinados parâmetros: a naturalidade da vegetação em relação ao lugar (fitogeografia), a capacidade de resistência a factores externos (calcário, seca, etc.) e as características biotécnicas (resistência de corte das raízes, grau de crescimento e profundidade das raízes, grau de cobertura do solo, etc.). São estes parâmetros que definem as boas das más escolhas e adequar este elemento construtivo aos locais de projecto.

Apesar deste tipo de intervenção ter um preço de execução superior ás obras convencional, o retorno desse investimento é feito na manutenção e no aumento das condições ecológicas traduzidas no aumento da massa florestal.

Recuperação da galeria ripicola
- Funções ecológicas
- Funções de barreira ao fogo
- Aumento da qualidade da água
- Controlo da erosão

Criação de zonas húmidas
- Acção tampão para o fogo
- Disponibilidade de água no combate aos fogos
- Diversidade ecológica (qualidade dos ecossistemas)
- Aumento da disponibilidade da água subterrânea
- Plantação de eucaliptos condicionada

Técnicas de controlo de erosão
- Ravinamentos e sulcos
- Estabilização de margens e taludes
- Controlo de erosão no pós-fogo


Saudações verdes
Paulo A. Silva

Terça-feira, Março 07, 2006

ALTERAÇÕES AO PROGRAMA DO 2º WORKSHOP DE TÉCNICAS DE ENGENHARIA BIOFÍSICA

Workshopers!

Devido ao mau tempo, o 2º Workshop de TEB foi adiado para os dias 11 e 12 de Março. Para além disso o encontro no sábado, dia 11, que era para ser na Cruz das Oliveiras, passou para o Espaço Monsanto, sendo as apresentações realizadas no respectivo auditório.

Nos seguintes links ficam disponíveis, o programa alterado e as apresentações teóricas.

http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/programaworkshopteb.pdf
http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/2_workshop_teb.pdf http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/faxinas_e_bct.pdf

Saudações Verdes

Pedro Martinho

Sexta-feira, Março 03, 2006

2º WORKSHOP DE TÉCNICAS DE ENGENHARIA BIOFÍSICA

Aos interessados fica disponível no seguinte link, o programa e material teórico de apoio a fornecer aos participantes.

http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/programaworkshopteb.pdf

Em breve serão disponibilizadas também as apresentações teóricas.

Saudações Verdes

Pedro Martinho

Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

Recuperação de áreas degradadas: possíveis problemas inerentes à solução posta em prática

(Reflexão após assistência ao seminário “Recuperação paisagística de pedreiras: efeito do desbaste de pinheiros na vegetação” realizado no Dept. Eng. Florestal no Instituto Superior de Agronomia – Profª Graça Oliveira)

Foi apresentado um estudo relativo à revegetação de patamares de uma pedreira da Arrábida onde, após introdução de uma camada de solo, foram plantadas várias espécies arbustivas autóctones e introduzidas e uma arbórea, o Pinus halepensis (sendo esta também introduzida). Após monitorização desta plantação verificou-se um desenvolvimento da quase totalidade das espécies (em especial dos pinheiros) e surgimento de novas espécies espontâneas (herbáceas e arbustivas). O resultado, a olho nu, seria uma faixa homogénea, como que uma monocultura de pinheiro. Visto não ser este o objectivo do projecto, mas sim o enquadramento da área na paisagem envolvente (estamos a falar da área central do Parque Natural da Arrábida) foi implementado um novo estudo-teste com duração de dois anos. Consistiu essencialmente em dividir dois desses patamares em três parcelas permanentes: 1 – controlo, 2 – desbaste do pinheiro em 10%, 3 – desbaste do pinheiro em 40%. Os resultados apresentados (suportados por análises microclimáticas, índices de diversidade…) e apesar do curto período de tempo, mostravam nas parcelas sujeitas ao desbaste um incremento da vegetação arbustiva em geral e em particular da vegetação espontânea não plantada. Poder-se-á afirmar que a solução testada enfrentaria o problema e o solucionaria a longo prazo.

Finda a apresentação, onde também foi abordado o modo e origem de sementes utilizadas nas sementeiras em revegetação de taludes, algumas questões pertinentes surgiram da plateia que na minha perspectiva me pareceram vitais:

- a introdução de uma espécie exótica (pinheiro de Alepo) em pleno parque natural. Essa espécie de crescimento rápido foi plantada no sentido de criar condições (formação de solo) para a instalação de espécies espontâneas, no entanto esses pinheiros reproduziram-se e propagaram-se; segundo a análise dos resultados era notório o desenvolvimento de novas plântulas dessa mesma espécie;

- a mistura de sementes utilizada de proveniência desconhecida, mesmo que sendo de géneros semelhantes aos ocorrentes na zona poderá dar azo a hibridações entre diferentes espécies contribuindo para a uma “poluição genética” e consequente descaracterização da vegetação natural;

- até que ponto a legislação existente permitiria este dois últimos factos.

A solução implementada cria um novo problema: a proliferação de espécies exóticas numa área protegida, face a uma legislação que não é clara na sua actuação, só poderá ser travada pelo bom senso e profissionalismo dos técnicos responsáveis. Portanto quando um colega nosso me diz que eu sou fundamentalista por me recusar a utilizar plantas ornamentais num jardim (vulgo espaço verde) adjectivando estas de “mais bonitas” eu aceito de bom grado o elogio.


Saudações verdes, mas indígenas!


Vasco Silva

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

AS TEB NA RECUPERAÇÃO DE ÁREAS ARDIDAS

O problema dos incêndios em Portugal têm-se agravado nos últimos anos. Numa organização conjunta de 5 ONGA (WWF, QUERCUS, LPN, GEOTA, SPEA e FAPAS) foram feitas sete propostas de intervenção de carácter urgente a serem implementadas no ano do incêndio ou o mais depressa possível. As TEB têm aplicação nas duas seguintes propostas:

- Prevenir a erosão e a perda de nutrientes, através de formas adequadas de retenção de solo e água;

- Promover a aplicação das técnicas de restauro ecológico às áreas ardidas em detrimento da mera plantação de árvores;

As TEB são técnicas de prevenção da erosão e de restauro ecológico por excelência. O seu objectivo primário é o de potenciarem a sucessão ecológica e a estabilização do solo, mediante a utilização de plantas vivas autóctones e de material vegetal morto, baseando-se na fitogeografia e nas características mecânicas dos solos. Deste modo as TEB adquirem a função de protecção descrita nas “Orientações Estratégicas para a recuperação de áreas ardidas em 2003/04”.

TEB como as faixas de vegetação, rolos de faxinas, colocação de troncos segundo as curvas de nível, plantação de espécies autóctones, muros de vegetação, entre outras deveriam ter sido aplicadas já neste Inverno de forma prevenir a erosão superficial e a potenciar o estabelecimento da vegetação.

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

2º WORKSHOP DE TEB, DIAS 4 E 5 DE MARÇO NO PARQUE FLORESTAL DE MONSANTO

Informo que o 2º Workshop de TEB foi adiado para o 1º fim de semana de Março, dias 4 e 5, a realizar no Parque Florestal de Monsanto. Desta feita o workshop incidirá na sistematização fluvial de uma pequena ribeira junto ao Parque do Calhau, através da construção de TEB adequadas, nomeadamente barragens de correcção torrencial e faxinas. Por agora deixo-vos algumas fotos da respectiva ribeira, sendo que, brevemente será disponibilizado o programa de trabalhos e o material teórico relativo às tecnicas a implementar.

As inscrições deverão ser efectuadas no placard de Engenharia Biofísica na Universidade de Évora e são limitadas a 30 participantes.
Saudações Verdes
Pedro Martinho

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Mais resultados do 1º Workshop de TEB no Parque Florestal de Monsanto

Pois é meus amigos(as), é com enorme satisfação que vos informo que a nossa "criação" apresenta ja um número bastante razoável de estacas de salgueiro em pleno desenvolvimento. É notória a evolução sofrida desde a data de construção. De à 15 dias pra cá o número de estacas de salgueiro com gomos desenvolvidos aumentou consideravelmente. Quanto às estacas de zambujeiro, resta-nos esperar pra ver, com confiança de que a natureza agirá por si. Não estarão ainda reunidas as condições óptimas para o seu desenvolvimento. Realce também para o aparecimento espontâneo de espécies herbáceas, que começam a colonizar as zonas entre as faixas de vegetação, cobrindo a manta orgânica.
Deixo-vos as seguintes fotos, elucidativas do desenvolvimento das estacas de salgueiro.
Saudações Verdes
Pedro Martinho

REQUALIFICAÇÃO BIOFÍSICA E PAISAGÍSTICA DE UM TALUDE COM TEB NO PARQUE NACIONAL DO VESÚVIO

As seguintes intervenções foram realizadas no dia 09-06-2005, no âmbito de um Mestrado em “Gestão e Defesa do Território” da Universidade de Nápoles “Federico II”.

Tinha por objectivo a requalificação e estabilização de um talude nas imediações de um percurso para incapacitados, mediante a aplicação de duas tipologias de intervenção diferentes, as faixas de vegetação e os cordões de vegetação.

Ambas as técnicas podem ser utilizadas na estabilização de taludes incoerentes, na estabilização e sistematização de deslizamentos de terra superficiais e em taludes em aterro.

A intervenção decorreu numa área do Parque Nacional do Vesúvio, concretamente na localidade de Pianda Tonda, comunidade de Terzigno (Nápoles), e a orientação dos trabalhos esteve a cargo do Eng.º Gino Menegazzi.

No seguinte link encontra-se informação detalhada acerca dos métodos construtivos das técnicas implementadas.

http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/relatorio_engenharia_verde.pdf

Saudações Verdes.

Aldo Freitas


Terça-feira, Janeiro 31, 2006

PRIMEIROS RESULTADOS DO WORKSHOP

31.01.2006

Passados dois meses começam-se a observar resultados. Algumas plantas emergem da tela orgânica e os rebentos do salgueiro começam a crescer. Após o Verão já se pode verificar o êxito da intervenção.



Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

1º WORKSHOP DE TEB - "FAIXAS DE VEGETAÇÃO"

O 1º Workshop de TEB decorreu nos dias 26 e 27 de Novembro de 2005 no Parque Florestal de Monsanto e contou com o apoio da Divisão de Matas da CML e do Núcleo de Engenharia Biofísica (NEB). O Workshop teve como principal objectivo a familiarização dos participantes com o processo construtivo de uma técnica específica, as Faixas de Vegetação.

Esta técnica possui uma metodologia construtiva bastante simples, que resumidamente, consiste na abertura de socalcos ou terraços em linhas paralelas longitudinais, com plantação no seu interior, de estacas vivas de espécies arbustivas autóctones com capacidade de reprodução vegetativa (Salix spp., Tamarix spp., etc.) e/ou arbustos autóctones em torrão. As zonas entre os socalcos devem ser revestidas com manta orgânica e se possível alvo de uma sementeira.

As Faixas de Vegetação podem ser utilizadas na estabilização de taludes incoerentes, na estabilização e sistematização de deslizamentos superficiais e em taludes em aterro.

Uma vez construída a técnica, esta deverá ser alvo de monitorizações de modo a avaliar o seu comportamento biotécnico no tempo. Fica então a proposta para um eventual interessado em realizar trabalho de fim de curso neste âmbito.

Agradeço desde já à Divisão de Matas, ao NEB e a todos os participantes que através do seu total empenho e motivação contribuiram efectivamente para o sucesso do Workshop.

Meus amigos, este foi apenas o primeiro de muitos...

Mãos à obra

Saudações verdes

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

READY, SET & GO

A ideia do blog surgiu do interesse em criar um espaço de informação, discussão e divulgação de ideias, acerca de projectos de recuperação paisagística e das Técnicas de Engenharia Biofísica (TEB) utilizadas. São vários os assuntos relativos às TEB que podem e devem ser explorados. Por agora proponho para debate os seguintes assuntos de carácter geral:

Quem conhece e utiliza TEB em Portugal? O eterno problema da divulgação. Quais as melhores formas de o fazer?
Quem sabe construir? O problema da ausência de operários conhecedores dos princípios das TEB.
Como provar a viabilidade das TEB em alternativa às obras de engenharia convencionais.
A importância da legislação numa aposta mais consistente neste tipo de estruturas (exemplo da legislação Italiana para a regiao Campania, disponível em http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/decreto_lei.pdf e http://engenhariaverde.planetaclix.pt/pdf/Allegato_tecnico.pdf .
A necessidade da criação de uma nomenclatura.

Domingo, Janeiro 15, 2006

TÉCNICAS DE ENGENHARIA BIOFÍSICA


De um modo geral são técnicas de engenharia, baseadas em critérios mecânicos, biológicos e ecológicos, que se caracterizam pela utilização conjunta de materiais de construção vivos (plantas) e inertes (madeira, pedra, geotexteis, etc...), utilizadas na estabilização e controlo de erosão em taludes e escarpas.

OBJECTIVOS

Técnico-funcionais, p.e. na estabilização e controlo de erosão em margens de linhas de água ou em taludes de redes viárias;

Renaturalização, quando se pretende repor as condições naturais do local através da implementação de vegetação autóctone;

Paisagísticos, quando se pretende enquadrar a intervenção com a zona circundante;

Económicos, enquanto estruturas competitivas e alternativas às obras convencionais de engenharia.

CAMPOS DE ACTUAÇÃO


- Controlo de erosão em escarpas e taludes;

- Sistematização de zonas atingidas por deslizamentos de terreno;

- Sistematização e correcção fluvial (estabilização de margens);

- Enquadramento paisagístico de redes viárias (taludes de estradas e linhas de caminhos de ferro);

- Consolidação de escarpas costeiras.

VANTAGENS

- Baixo custo e reduzida manutenção a longo prazo relativamente às obras de engenharia convencionais;

- Baixo nível de manutenção após a plena adaptação da vegetação às condições locais;

- Benefícios ambientais ao nível da criação de nichos ecológicos, melhorias na qualidade da água e de enquadramento na paisagem;

- Aumento das forças estabilizantes do solo, derivada do desenvolvimento contínuo das raízes;

DESVANTAGENS

- Período de construção é normalmente limitado à época de dormência vegetativa;

- Disponibilidade de plantas autóctones poderá ser limitada;

- Métodos de construção intensivos e especializados;

- Dificuldade em encontrar operários familiarizados com os princípios construtivos das TEB, sendo necessário promover uma prévia formação.